Os nomes do Brasil

O navegador português, Pedro Alvares Cabral, foi quem deu o primeiro nome às terras encontradas: Terra de Vera Cruz



Sabemos que nem sempre nosso país teve este nome, Brasil, e que esse já foi alvo de transformações gramaticais, como a mudança da grafia com “z” (Brazil) para a que usamos hoje, com “s”.
Com o descobrimento das terras do Atlântico Sul, pelo navegador português Pedro Alvares Cabral, em 22 de abril de 1500, o próprio navegador nomeou as terras vistas, inicialmente, como Terra de Vera Cruz, em grande parte devido à cruz da Ordem de Cristo, que as caravelas capitaneadas por Cabral ostentavam em suas velas.

Rondon, o positivista dos sertões

Nas primeiras décadas do século passado, o Marechal Cândido Rondon foi a voz mais atuante em defesa do índio, a quem queria conduzir ao próximo estágio da evolução

O marechal em traje de gala: pioneiro na proteção aos índios
por Flávia Ribeiro


“Rondon ouviu um sopro que parecia um adejar de pássaro, baixou os olhos e viu uma flecha espetada na bandoleira de couro de sua Remington. Fez vários disparos para o alto e dispersou os atacantes. Ganidos singulares ecoavam pela mata: Rio Negro, o cão de caça de Rondon, fora atingido por uma flecha.” É assim que o historiador americano Todd A. Diacon (Rondon, coleção Perfis Brasileiros, Companhia das Letras, 2004) descreve o primeiro ataque de índios sofrido pela Comissão Rondon depois que o então presidente Afonso Pena nomeou Cândido Rondon, um major de 42 anos, como chefe da Comissão de Linhas Telegráficas Estratégicas de Mato Grosso ao Amazonas (CLTEMTA) – ele seria alçado a marechal em 1955.

O objetivo da comissão era expandir o poder e a presença do Estado por regiões ainda inexploradas, as típicas “terras de ninguém”. O telégrafo conectaria cada recanto da nação. Era uma missão hercúlea, designada a Rondon. Durou de 1907 a 1915. A investida da tribo nambiquara aconteceu em 22 de outubro de 1907, cerca de seis semanas após o início da marcha pela floresta liderada pelo oficial.

Diferença entre plano e planejamento.

Antes de tudo, é importante saber a diferença entre plano e planejamento. A maioria das pessoas tem apenas planos e não ações planejadas. O plano é algo vago. As coisas ficam meio no ar, não passando de retórica e divagação poética. Não há um comprometimento maior, sendo que as maiorias dos planos acabam não sendo colocados em prática.

Entretanto, nesse mundo altamente competitivo e agressivo não podemos viver só de planos. É necessário que haja planejamento, o qual tem muito mais consistência que simples planos. Mas, o que é planejar? Planejar é pensar antes de fazer. É prever itens e ações importantes para que os objetivos propostos sejam atingidos. Podemos dizer que o planejamento é composto de objetivos menores que, se realizados, concretizam o objetivo maior.

Quando viajamos para lugares desconhecidos, ganhamos tempo e evitamos surpresas quando usamos um mapa, não é mesmo? É preferível e mais prático gastar algum tempo planejando nosso roteiro do que estar perdido ou ir pelo caminho mais longo pela falta dele.
Na nossa vida pessoal e profissional é igual. Precisamos de um “mapa” chamado planejamento. Noto que as pessoas e líderes de sucesso planejam o que vão fazer. Alguns o fazem de maneira mais formal, outros de maneira mais empírica. É claro que o planejamento não pode ser algo inflexível. 

Sepultura nazista isolada no Amapá revela projeto secreto de colonização alemã na Amazônia

Sepultura nazista isolada no Amapá revela projeto secreto de colonização alemã na Amazônia     

Cruz com suástica lembra morte de capataz de expedição nazista na década de 1930 no extremo Sul do Amapá. Plano estudou região por quase dois anos e pretendia ocupar terras.

Cruz fica na margem direita do rio Jari próxima à cachoeira de Santo Antônio (Foto: John Pacheco/G1)
Um pequeno cemitério isolado que fica a mais de uma hora e meia de barco da sede do município deLaranjal do Jari, no extremo Sul do Amapá, guarda resquícios da história que relembra uma expedição da Alemanha Nazista na floresta amazônica na década de 1930.
A cruz destacada com uma suástica tem quase três metros e atrai até mesmo quem vê de longe, navegando pelo rio Jari, único acesso à área. Nela está escrito em alemão “Joseph Greiner morreu aqui de febre em 2 de janeiro de 1936 a serviço da pesquisa alemã”. Segundo historiadores, Greiner era integrante da comitiva alemã que por quase dois anos atuou na Amazônia.

ISO 14.001 A EFICIÊNCIA DO INSTRUMENTO NO ALCANCE DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.

Atualmente uma preocupação crescente da humanidade é a busca pelo “desenvolvimento sustentável”. A busca do crescimento econômico sem prejudicar as futuras gerações quanto à disponibilidade de recursos naturais. Em decorrência disso, com o intuito de conciliar objetivos econômicos e sociais, muitas empresas preocupadas com um desempenho ambiental correto, adotam Sistemas de Gestão Ambiental (SGAs).

O fato de viver-se  num mundo comercialmente globalizado, e das inúmeras ocorrências de acidentes ambientais de impactos transfronteiriços, surgiu à ideia de padronização de regras e sistemas, nas mais variadas vertentes, como meio de viabilizar minimamente as transações comerciais internacionais e se superarem obstáculos socioculturais e econômicos. 
Constituindo, inclusive, instrumento de controle de fornecedores e barreira mercantil. (Philippi e Aguiar, 2004).
É certo a crescente a tendência empresarial em buscar a certificação ambiental o que fomentou o questionamento quanto ao potencial deste sistema em prover a sustentabilidade onde o empreendimento é implantado na Amazônia. Segundo Barbieri (2007), dentre as iniciativas de auto-regulamentação, estão às normas voluntárias sobre SGAs que começaram a ser elaboradas de modo mais intenso a partir de meados da década de 90. A primeira norma sobre sistema de gestão ambiental foi a BS 7750, criada pela British Standards Institution (BSI), em 1992. Esta norma era baseada no Ciclo PDCA (do inglês plan - planejar, do - executar, check - verificar e act - agir) e serviu de inspiração para diversas normas voluntárias sobre SGAs criadas em outros países e para a International Organization for Standardization (ISO). Uma das normas voluntárias mais adotada em todo o mundo é a norma ISO 14001, que faz parte da série ISO 14000 (SOUZA, 2009). As normas da série ISO 14000 surgiram como uma proposta concreta, durante a Eco 92, para a gestão ambiental e aplica-se aos aspectos ambientais que a organização identifica como aqueles que possam controlar e aqueles que possam influenciar.

O conjunto de normas ISO 14000 trata de gerenciamento ambiental, indicando às
empresas o que devem fazer para minimizar os impactos ambientais de suas atividades e
melhorar continuamente seu desempenho ambiental (ISO, s.d.). O conjunto contempla as
seguintes normas:


 ISO 14001: trata dos principais requisitos para as empresas identificarem, controlarem e monitorarem seus aspectos ambientais, através de um sistema de gestão ambiental (MILAGRE,2008);

Os grandes guerreiros da Amazônia



Os mundurucus, como seus antepassados por centenas de anos, se pintaram para a guerra. Esses índios de porte altivo, considerados outrora como os mais belicosos dentre os que habitavam a Amazônia e que muito trabalho deram para os brancos que os tentaram subjugar, têm orgulho de seu passado guerreiro. “Se eles insistirem na construção de hidrelétricas nas nossas terras, vamos atacar”, garantiu Josias Manhuary, um de seus líderes, à repórter Aline Ribeiro, da revista Época. O guerreiro das margens do Tapajós, revoltado com os planos de aproveitamento do potencial hídrico do rio que dá ao seu povo o peixe diário e a possível inundação das terras em que estão enterrados os seus antepassados, afi rmou: “Somos cortadores de cabeças!”.

Qual o significado da suástica?


Qual o significado da suástica?

Desde que a suástica foi usada como símbolo do Partido Nacional Socialista de Hitler, o Ocidente passou a identificar esta cruz com o nazismo. Sua origem, porém, é muito anterior. A palavra suástica, derivada do sânscrito, antiga língua indiana, e significa “boa sorte” ou “estar bem”. É um objeto de culto para budistas e hindus. No hinduísmo representa tanto a evolução do universo como sua involução, conforme a direção apontada por seus braços. Algumas estátuas de Buda trazem uma suástica no peito, símbolo solar de boa sorte. As mitologias indo-europeias associam a suástica ao Sol, ao poder e à iluminação. Os celtas e os povos nórdicos identificavam a cruz suástica aos deuses Taranis e Thor, respectivamente. 

Fonte: Antiguas civilizaciones, Historia universal, arqueologia y sus mistérios.


Resenha. ‘Bruxas; figuras de poder.

Autor. Gilvandro - Gil.



As mulheres que constituem figuras que expurgam as fobias da contra reforma, foram torturadas e queimadas. Parteiras, curandeiras e carpideiras. O Manual do inquisidor do século XIV, o Malleus Maleficarum, as descreve de bruxas, perigosas com pacto com o demônio e práticas pagãs, desafiam as ordens estabelecidas e devem ser queimadas.
“A partir disso Paola Basso Menna Barreto Gomes Zordan professora, doutora da UFRS em seu ensaio ‘Bruxas; figuras de poder”, publicado na revista estudos feministas,13 (2): 331-341, maio-agosto/2005 discorre como as mulheres pagaram um preço muito alto em pensar e agir fora dos padrões estabelecidos pela igreja e pela sociedade patriarcal, são as bruxas.
O ensaio pauta no manual de inquisidores do século XIV, chamado Malleus Maleficarum e no livro La sorciére (A feiticeira) do historiador Jules Michelet.Enquanto no Malleus Maleficarum “Martelo das feiticeiras” a bruxa se envolve com o mal e é execrada, La Sorciére de Michelet a transforma em mártir enaltecendo suas ligações com a natureza. Os dois vislumbram ideias paradoxais da imagem da mulher independente. A bruxa pode ser tanto a bela jovem sedutora, como a horrenda anciã. A figura da bruxa é certo modo de enxergar a mulher quando ela expressa poder ao longo da civilização patriarcal. Toda expressão de poder por parte de mulheres desembocava em punição.

Lawrence da Arábia: o retrato real de uma lenda


Lawrence da Arábia: o retrato real de uma lenda

O agente britânico em seus trajes árabes: imagem mítica de um personagem controverso
Por Eric Mension-Rigau

Aquele que a história conhece com o nome de Lawrence da Arábia, nasceu Thomas Edward, em 1888. Seu pai, estabelecido na Irlanda, fugiu com a governanta de suas filhas, Sarah Junner – que se fazia passar por Sarah Lawrence. Tiveram cinco filhos, loiros como o trigo. O casal ilegítimo viveu no País de Gales e depois na Inglaterra, onde o pequeno Thomas (apelidado de “Ned”) cresceu, antes de entrar para a Universidade de Oxford. Cursando história, ele defendeu uma tese sobre a influência das cruzadas na arquitetura militar na Europa. Tornou-se então assistente do professor Hogarth, que dirigiu escavações arqueológicas na região do Eufrates, em Beirute e depois em Djebail (antiga Biblos). Tinha 26 anos quando o governo britânico declarou guerra à Alemanha, em 4 de agosto de 1914. Não falava bem árabe, revelou-se um arqueólogo medíocre, sonhava em ser escritor. Mas tornou-se indispensável nos assuntos orientais britânicos e construiu tão bem a sua lenda a ponto de Winston Churchill ir pessoalmente a seu funeral.

Trinta e um capítulos pontuam Lawrence d’Arabie (Perrin, US$ 40,11), construído como um romance de aventuras que mergulha o leitor diretamente no centro da ação, baseando-se na correspondência de Thomas Edward e em seu famoso relato autobiográfico, Os sete pilares da sabedoria.

Após retraçar a juventude do mítico personagem, Christian Destremau, armado de seus sólidos conhecimentos como especialista em temas do Oriente Médio e de espionagem, segue, ano após ano – tomando todo o cuidado para separar o verdadeiro do falso –, o percurso desse homem cuja primeira missão de agente secreto ocorreu no Sinai. A obra insiste particularmente em seu papel durante a grande revolta árabe de 1916-1919, que cobre 15 capítulos. Oficial de ligação britânico, ele era amigo do rei Faiçal, grande liderança do movimento e futuro rei do Iraque, o qual aconselhava e conseguia frequentemente convencer, durante sua marcha em direção a Damasco, finalmente tomada dos otomanos após um banho de sangue, em 1º de outubro de 1918.

O autor não esconde o fato de Lawrence ter sido muito contestado durante
 sua vida, pois era um franco-atirador, indisciplinado, vaidoso e oportunista.
 Aparece aqui mais frequentemente como um homem frio, insensível ao
sofrimento humano, abandonando à sua sorte os feridos agonizantes sem
se ocupar em socorrê-los. Em setembro de 1918, ele deixa até ocorrer um
de guerra, contrário às convenções internacionais, quando prisioneiros turcos
 foram massacrados perto da cidade de Tafas.

Christian Destremau, no entanto, ressalta a sua atitude nos hospitais de
Damasco, repletos de cadáveres em decomposição. Durante quatro dias,
 Lawrence cobriu-os de cal a fim de enterrá-los dignamente. Mas isso
seria suficiente para pensarmos que, “após Tafas, a vitória foi manchada,
 mas o homem encontrou no asilo (logo após a tomada de Damasco) a sua
 redenção”?

O relato cronológico denso evoca a história a passos largos e fornece um
 retrato impressionista, que deixa ao leitor a liberdade de formar uma
 opinião pessoal sobre esse homem que, curiosamente, desprezava os
árabes, segundo ele “material” inutilizável nas ações militares de
envergadura – mas que defendeu, já de volta à Inglaterra, a independência
 das nações árabes. Trabalhou para construir para si uma reputação de especialista
 no Oriente, o que lhe valeu encontros tête-à-tête com líderes como Clemenceau
quando das conferências de paz.

Lawrence é um personagem eminentemente romanesco que, depois de ter
sobrevivido ao deserto, encontrou a morte no guidão de sua moto, batizada
 George VII, uma máquina último tipo, cuja compra lhe consumiu seus direitos
 autorais. O acidente ocorreu na segunda-feira, 13 de maio de 1935. Faleceu
 48 horas mais tarde, aos 47 anos. Uma morte banal para um homem que
se tornou herói nacional e que seria revivido por Peter O’Toole no épico
Lawrence da Arábia (1962), dirigido pelo mestre britânico David Lean, que
 cristalizaria de vez sua fama aventureira.

Eric Mension-Rigau, historiador e biógrafo, é professor da Universidade Paris-Sorbonne

Cinco curiosidades sobre Napoleão Bonaparte.

Ele não era tão baixo.

Na verdade, Napoleão tinha uma altura comum, ainda mais para o século XIX. Ele media 1,68 metro, três centímetros a mais do que seu grande rival britânico, o duque de Wellington, que o derrotou na batalha de Waterloo. E este, por sua vez, nunca ficou conhecido como "baixinho".

A riqueza da Idade Média.

A obra A Idade Média e o dinheiro – Ensaio de antropologia 

histórica, de Le Goff, aborda como as pessoas julgavam a

 riqueza, o acúmulo e a circulação de metais preciosos no período

A Idade Média e o dinheiro – Ensaio de antropologia histórica está sendo lançado no Brasil pela Civilização Brasileira
Por Mauro Trintade

No primeiro dia de abril, o mundo perdeu um dos maiores especialistas em Idade Média e um dos idealizadores da Nova História, Jacques Le Goff, que teve seu livro A Idade Média e o dinheiro – Ensaio de antropologia históricalançado no Brasil recentemente. Seus estudos oferecem uma nova visão dessa longa era, muitas vezes reduzida a mero e arrastado interlúdio entre a Antiguidade e o Renascimento, um período de estagnação assolado por bárbaros, peste e fundamentalismo.

Essa percepção, no entanto, vem mudando e Le Goff ajuda a mostrar que a “Idade das Trevas” foi muito mais, em análises eruditas – e admiravelmente claras. O livro ajuda a corrigir a forma grosseira com a qual aquela era foi tratada desde que Leonardo Bruni a definiu em sua Historiae Florentini populi. Le Goff interpreta o passado não como um cadáver a ser exumado, mas como uma história viva sujeita às mesmas forças humanas que regem o presente. Em seu célebre História e memória (Unicamp, 528 páginas, 2012), ao analisar o trabalho de Marc Bloch e Benedetto Croce, aponta alguns pecados capitais no trabalho histórico, entre eles, “que esse trabalho fosse estritamente tributário da  cronologia: seria um erro grave pensar que a ordem adotada pelos historiadores nas suas investigações devesse necessariamente modelar-se pela dos acontecimentos.” Assim história não é mera narrativa linear dos fatos, mas interpretação e reorganização permanentes do passado em função do presente.

Já saíram pela mesma editora O Deus da Idade MédiaUma longa Idade Média,Uma história do corpo na Idade MédiaEm busca da Idade MédiaA bolsa e vida,Os intelectuais da Idade Média e São Francisco de Assis. E, em particular, o monumental São Luís, que recuperou a biografia como gênero histórico, retirando-a das páginas de escândalos, calúnias e narcisismo, em um momento em que a história econômica e social se sobrepunha à história política dos tronos e potestades. Também foram lançados aqui Homens e mulheres da Idade Média (Estação Liberdade), Para uma outra Idade Média eHeróis e maravilhas da Idade Média (Vozes).

O escritor francês também é identificado com o que se denominou de Nova História, o momento mais atual do que fi cou conhecido como a Escola dos Annales, movimento
 historiográfico que, criado pelo próprio Bloch e Lucien Febvre em 1929 com a revista  
Annales d’Histoire Économique et Socialepropôs uma nova atuação da história em colaboração
com as ciências sociais, em uma interdisciplinaridade que a afastou da história natural e
ampliou seus limites documentais, com elementos da cultura material e imaterial, como
a oralidade, as artes e as próprias mentalidades.

A Idade Média e o dinheiro – Ensaio de antropologia histórica revela não apenas a história
do dinheiro naquele período, mas como as pessoas julgavam a riqueza, o acúmulo e
a circulação de moedas e metais preciosos e como sua abundância – e escassez –
foram importantes em determinados momentos da vida social e econômica da Europa.
Por exemplo, qualquer leitor eventual pode saber a respeito das críticas à usura feitas
 pela Igreja na Idade Média e ter os ouvidos acostumados à atividade bancária mantida
por negociantes judeus, mas Goff nos alerta que a maioria dos comentários a respeito
destes são fruto do antissemitismo do século XIX e carecem de consistência histórica.
Muito mais ricas são as relações entre o surgimento do purgatório no pensamento
medieval e a aceitação cada vez maior do lucro sobre o dinheiro, isto é, o juro, em
uma transformação de valores operada ao longo de séculos. Ele ainda lembra, com
 pertinência, que a palavra latina ratio é traduzida frequentemente como razão, mas
também se refere a cálculo, em uma demonstração de como o conceito de mensuração
 tornou-se importante na Europa a partir do século XIII.

O historiador observa também que, durante boa parte da Idade Média, a riqueza de um homem
 não poderia ser medida em dinheiro. O próprio termo seria pouco compreendido naqueles séculos.
 Moeda, dinheiro e pecúnia estariam mais perto do sentido atual. Terras, homens e recursos
 eram as medidas de riqueza. Durante toda a Baixa Idade Média a moeda teve pouca circulação.
A cunhagem era limitada e a monetarização da vida foi um processo longo, complexo e com vários
 impulsos históricos, sociais e culturais que dificilmente podem ser analisados em uma única
esfera do conhecimento. Daí a força do método da Nova História de Le Goff , que recusa
 interpretações precipitadas a respeito de acontecimentos, práticas e instituições que tinham
um sentido muito diferente há sete ou oito séculos. Para Goff , aliás, há um anacronismo nefasto
 na historiografia, incapaz de compreender os homens e mulheres da Idade Média como diferentes
 de nós, assim como aquilo que hoje chamamos de “bancos”, “dinheiro” ou mesmo “economia”.

Na verdade, a economia tal como a entendemos só adquire especificidade a partir do século
VIII. Segundo o historiador austríaco Karl Polanyi, ela estaria até então embutida num labirinto
 de relações sociais, em um “sistema global de valores da religião e da sociedade cristãs”
do qual jamais se emancipou durante a Idade Média. Le Goff se bate contra a tese de que
ali já se inoculava o germe do capitalismo, em um simplismo que não dá conta da grandiosidade
 do período. “A criatividade da Idade Média está em outros pontos”, conclui o historiador.

Monarquia pluricontinental e repúblicas: algumas reflexões sobre a América lusa nos séculos XVI-XVIII.

Resenha

Monarquia pluricontinental e repúblicas: algumas reflexões sobre a América lusa nos séculos XVI-XVIII. “A partir disso os autores João Fragoso, professor de História da UFRJ e Maria de Fátima Silva Gouvêa, professora de História da UFF desenvolvem a ideia de autogoverno, inscrita na concepção corporativa da sociedade, como ferramenta teórica para a compreensão da organização social na América colonial, ou ainda o conceito de redes governativas na gestão do império ultramarino e a noção de monarquia pluricontinental.” Texto publicado em junho/ 2009. Os autores discorrem sobre a autogestão das colônias lusas em especial o Brasil no período XVI-XVIII e a relação com a monarquia pluricontinental.

O texto traz estimativas da população na América lusa de 100.000 em 1600 para 1.500,000 de habitantes em 1766, chegando a 784.4457 os escravos. Esses números mostram um crescimento impressionante vindo homens e mulheres de diferentes sociedades, culturas e idiomas, essa grande e variada população está espalhada, no século XVII, ao longo da costa Brasileira e essa população se transforma numa sociedade organizada conforme normas do Antigo Regime (monarquia, catolicismo, ideia de autogoverno) reconhecidas por todos e tendo por base uma economia escravista. Economia essa responsável pelo sustento de uma monarquia pluricontinental e de sua nobreza no reino. 

Aprenda o Poder do Coaching!

Aprenda o Poder do Coaching!
Você vai aprender a dominar com elegância as principais competências que farão de você um coach capaz de ter conversas profundas e relevantes com seus clientes em cada um de seus encontros de coaching.

MAIS INFORMAÇÃOES!  AQUI!!

8 mistérios da Segunda Guerra Mundial que continuam sem resposta

Ainda que a Segunda Guerra Mundial tenha gerado descobertas surpreendentes, é inegável o terror do holocausto e dos conflitos que permeiam o evento. Além disso, embora muitos pesquisadores e historiadores tenham tentado desvendar os mistérios de um conflito que marcou a história da humanidade, ainda são muitas as perguntas que continuam sem resposta.
A seguir, você confere oito fatos misteriosos e pouco conhecidos sobre a Segunda Guerra Mundial:

1. Brasil: um país não tão neutro assim

Embora o Brasil seja conhecido como um país mais neutro, ou seja, que prefere não tomar parte das guerras e dos conflitos que acontecem mundialmente, durante a Segunda Guerra Mundial ele teve um papel bastante ativo. Em tempos de guerra, acreditava-se que os nazistas poderiam atacar a América do Sul, partindo das colônias francesas que ocupavam a África.

"Todo obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos nossa condição".

Vamos refletir sobre esta história inspiradora:
Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada.
Então, ele se escondeu e ficou observando para ver se alguém tiraria a imensa rocha do caminho.
Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra. Alguns até esbravejaram contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas, mas, nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali.
De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais.
Ao se aproximar da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali.

Após muita força e suor, ele finalmente conseguiu mover a pedra para o lado da estrada.
Ele, então, voltou a pegar a sua carga de vegetais, mas notou que havia uma bolsa amassada no local onde estava a pedra.
A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho.

O camponês aprendeu o que muitos de nós nunca entendemos:
"Todo obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos nossa condição".


9 teorias de conspiração, mas que de fato eram de verdade


Em muitas rodas de conversa e, principalmente, fóruns da internet, as teorias da conspiração são alguns dos assuntos mais comentados pelas pessoas, que desfiam suas opiniões sobre os mais diversos mistérios e acontecimentos.
Muitas delas são falsas e comprovadas como tal. No entanto, existiram algumas que acabaram por, no fim, serem de verdade e não apenas imaginação ou mesmo mentira que partiu de uma pessoa ou grupo. Confira abaixo algumas delas:

1 – O incidente do Golfo de Tonkin

Imagem capturada do USS Maddox em 2 de agosto de 1964, mostra barcos de patrulha norte-vietnamitas
A teoria da conspiração: o incidente do Golfo de Tonkin, o motivo que levou ao envolvimento dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã, nunca realmente ocorreu.
É isso mesmo. O incidente envolveu o destroier (um tipo de navio de defesa e espionagem) norte-americano USS Maddox, que teria sido supostamente atacado por três torpedeiros da marinha norte-vietnamita, respondendo ao fogo com a ajuda de aviões da força tarefa a que ele pertencia.
Prontamente, o Presidente dos Estados Unidos, Lyndon B. Johnson, elaborou a Resolução do Golfo de Tonkin, que se tornou a justificação legal (e o pretexto perfeito) de seu governo para entrar definitivamente na guerra do Vietnã. O problema é que o evento nunca de fato aconteceu.
O governo vietnamita assegurou que não houve ataque. Tanto que, em 2005, documentos secretos da Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana foram revelados, divulgando o fato de que a presença dos torpedeiros norte-vietnamitas nos ataques nunca foi realmente confirmada.
Mas, então, o USS Maddox atirou em que? Curiosamente, em 1965, o presidente Johnson comentou: "pelo que eu saiba, a nossa Marinha estava atirando em baleias por lá".
Vale destacar que o próprio historiador da NSA, Robert J. Hanyok, escreveu um relatório afirmando que a agência tinha deliberadamente distorcido os relatórios de inteligência em 1964. Ele também declarou: “Os paralelos entre a inteligência defeituosa no golfo de Tonkin e a inteligência manipulada usada para justificar a Guerra do Iraque tornam ainda mais interessante a reexaminar os acontecimentos de Agosto de 1964".

Obra escrita por Douglas Adams faz representações metafóricas e profundas sobre a vida real, as situações que enfrentamos, as hierarquias e as firulas sem sentido da sociedade.

Obra escrita por Douglas Adams faz representações metafóricas e profundas sobre a vida real, as situações que enfrentamos, as hierarquias e as firulas sem sentido da sociedade.



"Muito além dos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido. Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais ainda são uma grande ideia".

Essas são as primeiras linhas da bíblia dos nerds. Ela não fala sobre criação, cosmogonia nem tem um timbre religioso. Mas mesmo assim conseguiu arrebanhar milhões de adeptos mundo afora, com várias características em comum, que encontraram nos escritos a sabedoria para formar uma identidade e reclamar seu lugar no mundo. E é um lugar bem ambicioso... tipo o que é ocupado por executivos e presidentes.

Três palavras que garantem o fracasso

Há 3 palavras que são verdadeiramente capazes de alterar o andamento das coisas, elas promovem o fracasso quando pronunciadas em sequência.

No conto de Ali Babá e os 40 ladrões a frase "abre-te sésamo" teria a mágica propriedade de um controle remoto. Pronunciá-la era o suficiente para que a entrada da caverna dos tesouros roubados fosse aberta, deixando o protagonista da história rico. Sésamo em português de Portugal é o nosso gergelim (aquele que vem em cima do pão). Sua planta se abre de forma lenta, soltando as sementes aos poucos, tal qual se espera de um depósito tão valioso. Era o inacreditável poder da analogia.

Diferente da fantasia de Ali Babá, há 3 palavras que são verdadeiramente capazes de alterar o andamento das coisas, mas ao invés de atrair riquezas, elas garantem o fracasso quando pronunciadas em sequência. Vamos ver como funciona a mecânica por trás da expressão "eu vou tentar".

Somente o básico...

“Um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar. Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: "Hotel Venetia".

Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave. Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre o saudou amavelmente: "- Bem-vindo ao Venetia!"

Três minutos após essa saudação, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos: tudo muito rápido e prático.

No quarto, uma discreta opulência; uma cama, impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo apropriado em posição perfeitamente alinhada sobre a lareira, para ser riscado. Era demais! Aquele homem que queria um quarto apenas para passar a noite, começou a pensar que estava com sorte.

A conquista da Amazônia



Graças ao Tratado de Madri, de 1750, Alexandre de Gusmão, o barão do Rio Branco do século XVIII, assegurou à Coroa portuguesa e ao que se tornaria o Brasil vastos territórios ao sul do país e sobretudo na Amazônia. Seus feitos hoje são pouco conhecidos, bem como os dos misteriosos padres matemáticos italianos trazidos à América para determinar os limites da Amazônia portuguesa.

Alexandre, nascido em Santos em 1695, era filho do cirurgião-mor de um presídio daquela cidade. Teve numerosos irmãos e um deles ficou célebre em Portugal bem antes dele: Bartolomeu de Gusmão, o “padre voador”, o inventor da passarola, modelo de aeróstato de ar quente. Bartolomeu mandou trazer do Brasil o irmão Alexandre, de 15 anos e já destacado em seus estudos de ciências matemáticas. O rapaz alto, de olhos pequenos, sempre polido e sem afetação, agradou a D. João V, que o mandou estudar em Paris, onde serviu como secretário da embaixada portuguesa. Gusmão frequentou cursos de matemática e jurisprudência, conheceu personalidades e estudou francês. Ali passou cinco anos e em 1720 regressou a Lisboa.

6 coisas que você não sabia sobre a Idade Média

Caravaggio (1571-1610) (Foto: Wikimedia Commons)














































































V







ocê assiste "Game of Thrones", "Vikings", lê "Senhor dos Anéis" e, por causa disso, constrói um monte de suposições sobre a Idade Média. Além disso, tem tudo aquilo que a gente aprendeu nos livros da escola e, em alguns casos, o senso comum dos filmes e dos contos de fadas. Mas os mitos sobre a Idade Média são muitos, sem contar as coisas que a gente não faz ideia mas eram uma realidade naquela época.

Cavaleiros reais não eram bastiões da ética e heroísmo
Todo mundo pensa nos cavaleiros como os grandes heróis de alma nobre e ética social da Idade Média. Nesse caso, Game of Thrones está mais próximo da realidade: não era incomum que cavaleiros saqueassem vilarejos, assassinassem inocentes e estuprassem mulheres.

Cabral tomou posse, mas chegou depois. Descubra a verdadeira história sobre o descobrimento do Brasil.

Lisboa, 1502. Com a descoberta de um caminho marítimo para as Índias e de uma terra com proporções continentais do outro lado do Atlântico, a capital do reino de Portugal tornara-se um ponto de convergência para espiões de toda a Europa. A cada viagem, os navegantes portugueses entregavam suas anotações a cartógrafos do rei, que consolidavam toda a informação sobre a forma e os caminhos do mundo em mapas cada vez mais completos. Eles eram guardados a 7 chaves em locais como a Casa da Mina e das Índias. A pena de morte para cartógrafos que contrabandeassem mapas não impediu, porém, que o italiano Alberto Cantino conseguisse uma cópia do mapa mais completo que havia do mundo daquela época, uma "carta náutica para as ilhas recentemente encontradas na região das Índias". O espião contratou um personagem misterioso, que teria levado 10 meses para reproduzi-lo, e remeteu a obra ao duque de Ferrara, na Itália. A cópia entrou para a história como o Planisfério de Cantino e serviu de referência para outros mapas europeus do século 16. Com 218 x 102 cm, revelava um mundo nunca visto: grandes partes da Ásia e as terras descobertas por Colombo e Cabral na América. Misteriosamente, a carta também mostra detalhes do litoral norte brasileiro, que até 1502 não fora visitado oficialmente. O que sugere que o mapa foi elaborado com a ajuda de outros navegantes, que teriam chegado ao Brasil antes de Cabral.

Você é uma batata, um ovo ou café?

Uma vez, uma filha se queixou ao seu pai que a sua vida era miserável e que ela não sabia como iria conseguir seguir em frente. Ela estava cansada de lutar e se esforçar o tempo todo. Parecia que, logo após resolver um problema, outro logo aparecia. Seu pai, um cozinheiro, a levou até a cozinha.

Ele encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Depois que as três panelas começaram a ferver, ele colocou batatas em uma panela, ovos na segunda e café moído na terceira. Então, ele deixou a água ferver. A filha, irritada, esperou impacientemente, imaginando o que ele estava fazendo.

Museus de Manaus

Conheça os museus de Manaus

23 museus estão cadastrados no Instituto Brasileiro de Museus.
Museus recebem poucas visitas do público amazonense.

Girlene MedeirosDo G1 AM
Achados arqueológicos, relíquias da produção audiovisual desenvolvida nos séculos passados e retratos do homem amazônida são apenas alguns dos registros de diferentes áreas e tempos preservados nos museus existentes em Manaus. Em homenagem aos 342 anos da cidade de Manaus, o G1 mostra os principais museus da capital do Amazonas e revela as especialidades de cada espaço.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), dos 26 museus existentes no Amazonas, 23 deles estão situados em Manaus. Entre eles, estão os museus inseridos no Palacete Provincial, situado na Praça Heliodoro Balbi, também chamada de Praça da Polícia, no centro de Manaus.
Palacete Provincial (Foto: Divulgação)Palacete Provincial (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)
Museu Tiradentes
O Museu Tiradentes, por exemplo, foi organizado e inaugurado em 1984, pelo então Comandante Geral da Polícia Militar Cel. Élcio Motta. Em 2009, passou a funcionar no Palacete Provincial. Atualmente, é de responsabilidade da Secretaria de Cultura do Amazonas. O acervo é o mais antigo a funcionar no Palacete e conta três espaços diferentes:

A exposição "Esculturas do Mundo" que conta com réplicas de estátuas históricas disponíveis em museus da França.

Sala Memória do Comando Geral da Polícia Militar. Um espaço de exposição de móveis utilizados pelos oficiais no Amazonas.