Como interagir melhor no ambiente corporativo

Como interagir melhor no ambiente corporativo

 - Gilberto Cury

No filme Tempos Modernos, Charles Chaplin mostrava a visão que o sistema produtivo tinha das pessoas que trabalhavam nele: eram uma engrenagem menos importante que a máquina em si. Felizmente as empresas perceberam que os colaboradores são, na verdade, um diferencial competitivo. Uma empresa nada mais é que a soma das habilidades das pessoas que nela trabalham.
Quando as corporações entram nesse movimento de renovação, começam a investir na humanização das relações de trabalho, valorização do capital humano e desenvolvimento de competências. É por esse motivo que a Programação Neurolinguística tem sido tão valorizada no ambiente corporativo.
Nas empresas que visitamos recebemos queixas similares de colaboradores de diferentes níveis hierárquicos. Dificuldades com motivação, problemas de comunicação, liderança e rotinas que acabam limitando a criatividade são reclamações corriqueiras no ambiente corporativo. A solução para tais problemas muitas vezes está na qualidade da comunicação.
Se comunicar de forma adequada depende do entendimento de uma das premissas básicas da PNL: o mapa não é território. Interpretamos os fatos com base em nossas experiências e crenças: o mapa nada mais é que nossas representações particulares da realidade. Um mesmo fato pode ser encarado de formas muito diferentes por dois colegas de trabalho. Então, enviar uma mensagem ao outro de uma forma determinada não garante que a recepção dessa mensagem acontecerá conforme o esperado.
Quando a empresa entende essas particularidades e promove o desenvolvimento da competência comunicação, promove o surgimento de boas ideias. Se a comunicação não flui, as potencialidades de cada membro da equipe são empobrecidas. Se bem recebidas e analisadas, opiniões novas e diferentes contribuem para o capital intelectual, o que ajuda a corporação a crescer como um todo.
Ver a comunicação com um novo olhar incentiva mudanças significativas para o ambiente corporativo. Outra premissa da PNL diz que se você continuar fazendo o que sempre fez, vai continuar obtendo o que sempre obteve. Quem quer crescer e evoluir precisa inovar e renovar, treinar pessoas para que elas sejam mais capazes de achar novas saídas, novas formas de fazer as coisas, novos jeitos de viver.
* Gilberto Cury é presidente da SBPNL – Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística
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