Como conquistar colaboradores e clientes fiéis


Empresas que oferecem serviços de call center geralmente são conhecidas por não conseguirem reter seus funcionários e ter baixa lucratividade. Mas a Beryl, empresa norte-americana de call center que presta serviços para hospitais, conseguiu reverter essa realidade com taxas de apenas 21% de rotatividade, contra os 80% a 100% comuns entre as empresas do mesmo ramo.

Para conseguir esse resultado, a Beryl resolveu dar importância em primeiro lugar para os funcionários e depois para o lucro da empresa. Segundo Spiegelman, o crescimento de uma empresa se dá quando ela consegue conquistar a fidelidade do colaborador e posteriormente a fidelidade do cliente, conseguindo assim negócios lucrativos.

Uma das maneiras de conseguir colaboradores fiéis é criar uma cultura organizacional que valorize o profissional. Spiegelman destacou oito maneiras para atingir esse objetivo:

  1. Camaradagem – Proporcionar um ambiente onde o profissional se divirta ao trabalhar.
  2. Comemoração – Compartilhar os resultados e reconhecer os funcionários.
  3. Comunidade – Envolver a organização em projetos sociais relacionados à comunidade, criando orgulho pela empresa nos colaboradores.
  4. Comunicação – Ter visão, missão e valores muito claros dentro da empresa (e realmente levá-los em consideração nos momentos de tomada de decisão).
  5. Importar-se com os outros – Preocupar-se também com o lado pessoal dos funcionários na empresa.
  6. Compromisso com o aprendizado – Oferecer treinamentos e ferramentas para o desenvolvimento dos colaboradores.
  7. Coerência – Tomar atitudes coerentes com a cultura empresarial que se deseja passar aos funcionários.
  8. Contato – Estar próximo dos funcionários sempre.

Durante a palestra, Paul Spiegelman fez perguntas aos participantes e as respostas foram computadas na hora, o que gerou uma pesquisa entre os presentes. Uma das perguntas tratava sobre que característica os profissionais levam em consideração no momento de contratar um novo colaborador:

  • 51,9% dos participantes responderam que levam em consideração a capacidade do profissional.
  • 45,7%, a adequação do profissional à cultura da empresa.
  • 1,2% a experiência.
  • 1,2% o currículo.
  • 0% a remuneração.

Para Paul, as respostas foram muito positivas, já que os colaboradores precisam se adaptar à cultura da empresa para obterem melhores resultados. Segundo ele, é muito comum se deparar com casos de profissionais com ótimo currículo, mas que não conseguem se adaptar ao estilo de trabalho da empresa.

Jairo Martins, um dos participantes do evento e proprietário da Sollare Finger Planejados, de Santa Cruz, PE, acredita que contratar pela adequação à cultura da empresa é a melhor saída para ter bons profissionais. Ele já contratou apenas pelo currículo e teve algumas decepções. Então, agora pretende saber um pouco mais sobre a personalidade do profissional antes de fazer a contratação.

João Rodrigues, que também estava no evento, proprietário da JRS Computação, de Jaguariúna, SP, também concorda com Jairo. Ele disse que sua empresa é de pequeno porte e atende empresas pequenas, então, na hora de contratar, ele sempre procura saber se a pessoa está acostumada e disposta a lidar com esse público, não levando em consideração apenas o currículo do profissional. 

Para finalizar a palestra, Spiegelman sugeriu algumas maneiras para fazer seus funcionários sorrirem, como dar oportunidade para falarem, remunerar justamente, oferecer chances de progresso e abrir seu coração diante dos colaboradores, criando uma relação mais próxima.
Por Daiane Schmitt
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