A maioria das pessoas tem apenas planos e não ações planejadas

Antes de tudo, é importante saber a diferença entre plano e planejamento. A maioria das pessoas tem apenas planos e não ações planejadas. O plano é algo vago. As coisas ficam meio no ar, não passando de retórica e divagação poética. Não há um comprometimento maior, sendo que a maioria dos planos acabam não sendo colocados em prática.

Entretanto, nesse mundo altamente competitivo e agressivo não podemos viver só de planos. É necessário que haja planejamento, o qual tem muito mais consistência que simples planos. Mas, o que é planejar? Planejar é pensar antes de fazer. É prever itens e ações importantes para que os objetivos propostos sejam atingidos. Podemos dizer que o planejamento é composto de objetivos menores que, se realizados, concretizam o objetivo maior.
Quando viajamos para lugares desconhecidos, ganhamos tempo e evitamos surpresas quando usamos um mapa, não é mesmo? É preferível e mais prático gastar algum tempo planejando nosso roteiro do que estar perdido ou ir pelo caminho mais longo pela falta dele.
Na nossa vida pessoal e profissional é igual. Precisamos de um “mapa” chamado planejamento. Noto que as pessoas e líderes de sucesso planejam o que vão fazer. Alguns o fazem de maneira mais formal, outros de maneira mais empírica. É claro que o planejamento não pode ser algo inflexível. Na maioria das vezes é necessário ter “rotas alternativas”, as quais atendam às novas necessidades da realidade, especialmente num ambiente de crescentes mudanças. Assim agindo, haverá mais chances na conquista dos objetivos. Lembre-se: apenas boas ideias e vontade não bastam para a conquista de resultados.
Infelizmente, muitas pessoas não têm o hábito de planejar, o que envolve a atitude de sentar e pensar mais detalhadamente naquilo que é importante para conquistar o que se quer. É notório que isso não é muito agradável nem emocionante. Muitas pessoas e profissionais preferem sair fazendo as coisas e só depois notam que esqueceram algo importante. Aliás, muitas vezes isso compromete os objetivos traçados. Também é comum descobrir que havia uma maneira muito mais eficiente e barata de fazer o que foi feito. Quantas paredes já foram erguidas e depois derrubadas por falta de planejamento? Quantos “quilômetros” extras já foram percorridos pelo mesmo motivo? Verdadeiras fortunas são desperdiçadas diariamente por falta de planejamento. Quando este não é feito, todos os custos aumentam e o retrabalho é uma constante. É comum ouvir as pessoas dizendo: “eu não tinha tempo suficiente para planejar”. Existe um dito popular que diz: “se você não tem tempo para planejar, de onde vai arrumar tempo para fazer de novo o que deu errado?” Um dos benefícios do planejamento é justamente ganhar tempo e economizar dinheiro.
Quais as desculpas para não planejar? Seguem algumas frases típicas:
  • “As mudanças são muito rápidas e os planos se tornam obsoletos instantaneamente”.
  • “Não vale a pena, pois não se sabe como será o amanhã”.
  • “Não tenho tempo para isso”.
  • “É muito chato e cansativo”.
  • “Não preciso, pois lembro tudo de cabeça”.
O planejamento é basicamente composto por sete perguntas:
  1. O QUÊ? = atividades que precisam ser feitas;
  2. POR QUÊ? = justificativa para tais atividades;
  3. ONDE? = local da ação;
  4. COMO? = maneiras de realizar tais atividades;
  5. QUANDO? = cronograma das atividades ou tarefas;
  6. QUEM? = pessoas que vão ficar responsáveis pela atividade;
  7. QUANTO? = recursos e custos necessários para a atividade.
É óbvio que formular um plano e esperar que as coisas aconteçam não basta. Mas, infelizmente, isso acontece. Conheço pessoas que planejam tudo que querem fazer, colocando tudo no papel, mas não passa disso. Apesar do seu alto nível de planejamento, tais pessoas têm baixo nível de “fazejamento”, ou seja, o verbo agir não existe no dicionário delas. Assim, o mais produtivo é planejar e agir.

Karina Magolbo
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