Pesquisadores refazem trajeto feito por Roosevelt e Rondon há 100 anos.

Expedição iniciou na terça, 21, na nascente do Roosevelt, em Vilhena, RO.
Objetivo é ver o que mudou na região amazônica em dez décadas.

Pesquisadores estão realizando o mesmo percurso aquático onde no ano de 1914 passaram o ex-presidente americano Theodore Roosevelt e pelo militar Marechal Cândido Rondon (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)Pesquisadores estão realizando o mesmo percurso aquático onde no ano de 1914 passaram o ex-presidente americano Theodore Roosevelt e pelo militar Marechal Cândido Rondon (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
Em homenagem aos 100 anos da Expedição Científica Roosevelt – Rondon, quatro pesquisadores estão realizando o mesmo percurso aquático onde no ano de 1914 passaram o ex-presidente americano Theodore Roosevelt e o militar Marechal Cândido Rondon. Os dois percorreram a Amazônia na época para poder desbravar terras, lançar linhas telegráficas e mapear a região.
A expedição teve início no dia 21 de outubro e é formada pelo engenheiro Marc André Meyeres, o coronel do Exército Brasileiro Hiram Reis da Silva, o coronel do Exército Ivam Carlos Gingriangonese e o professor americano, Jefry Lehman.

 
Segundo o sargento do Corpo de Bombeiros que está acompanhando parte da expedição em Rondônia, Douglas Ferreira,  os pesquisadores percorrerão mais de 700 quilômetros nos próximos 21 dias.
“Nós deixamos eles no ponto de largada, na nascente do rio em Vilhena, e iremos encontrar com eles neste final de semana em Espigão do Oeste (RO). Nosso trabalho é esperá-los lá e, caso não cheguem no tempo programado, subimos o rio para ver o que aconteceu”, explica. De acordo com o militar, os pesquisadores estão enviando sinal via satélite dos locais por onde passam.
De Espigão do Oeste para frente, o rio entra no estado do Mato Grosso e, daí por diante, o trabalho deve ser feito com ajuda dos bombeiros do outro estado. Em Rondônia, o acompanhamento está sendo feito pelo sargento Douglas Ferreira e pelo cabo Hiuri Lopes.
De acordo com os bombeiros, dois dos pesquisadores estão descendo as corredeiras do rio de kaiak. Os outros dois dão suporte em outro barco, também a remo. “Neste segundo barco estão mantimentos, barracas e itens de primeiro socorros”, explicou Ferreira. A expedição pelo rio Roosevelt está sendo filmada e deverá ser exibida como documentário em uma TV dos Estados Unidos.
A comissão de aventureiros passará dentro de áreas indígenas, segundo os Bombeiros. Há 100 anos, enquanto desmembrava a Amazônia, Marechal Rondon foi atingido por uma flecha envenenada. Ao concluir o percurso, os pesquisadores retornam à Vilhena para expor o resultado dos trabalhos. 
Segundo o secretário adjunto da Secretaria Municipal de Turismo, Indústria e Comércio (Semtic), Dari de Oliveira, um dos objetivos do trabalho  é reestabelecer o contato com a história. “Eles buscam reestabelecer o contato com a história e ver como está o percurso feito naquela época com tanta dificuldade pelo ex-presidente Theodore Roosevelt e pelo Marechal Cândido Rondon”, explica.
Segundo os pesquisadores, a expedição tem três objetivos: homenagear a viagem de Roosevelt e Rondon, fazer observações científicas e ver o que mudou nos cem anos que se passaram. Segue  até o Rio Aripuanã, que deságua no Rio Madeira, próximo a cidade de Manaus (AM). O Corpo de Bombeiros vai acompanhar os pesquisadores nos primeiros 100 quilômetros da viagem, trecho de maior dificuldade devido ao grande número de cachoeiras.
O secretário destaca ainda que após a realização do percurso os pesquisadores vão produzir um livro e um documentário sobre a aventura, e voltam à Rondônia para apresentação dos produtos.